domingo, 17 de agosto de 2014

OU QUIXOTE em Cabo Verde


OU QUIXOTE VAI A CABO VERDE! 

Depois de passar pela Quinta da Regaleira, no verão de 2013 e por Vale de Barris-Teatro O Bando em Janeiro deste ano, OU QUIXOTE chega agora ao Mindelo!

OU QUIXOTE em Cabo Verde é uma co-produção MUSGO Produção Cultural, Animateatro e Câmara Municipal de Sintra.

Dia 30 de Agosto, às 21h30, no Centro Cultural do Mindelo, Cabo Verde. 

O projecto “Ou Quixote em Cabo Verde” contempla a apresentação de um espectáculo de teatro (uma sessão, dia 30 de Agosto, no Centro Cultural do Mindelo, seguida de conversa aberta com o público) e a organização de dois workshops/conferências de saberes teatrais, nas áreas da cenografia e escritas de cena. É o resultado de uma coprodução entre os grupos de teatro Animateatro (Seixal) e Musgo (Sintra). A ida a Cabo-Verde tem o apoio financeiro da Câmara Municipal de Sintra e da Associação de Turismo de Lisboa.

O espectáculo "Ou Quixote" engrossa a imensa lista de declarações de amor ao clássico de Cervantes que, de há quatro séculos a esta parte, têm ressuscitado o "romance dos romances", actualizando-o. A irresistível irradiação simbólica do mito desafiou-nos, também, a procurar, entreas engenhosas veredas do enredo, uma leitura nossa, pessoal e transmissível, procurando dialogar com Portugal hic et nunc. É assim que, como António José da Silva fez com "o seu" Quixote do séc. XVIII (entre outros, incontáveis, enamorados) quisemos emprestar temas portugueses (também europeus; agora, também, africanos) ao “nosso”: identidade ontológica (o Quixote lúcido/louco ou a surpreendente metamorfose de Sancho), representação estética (a nossa oficinal "neo-barroca" experimentação teatral), o colonialismo (introduzindo a figura de um Quixote ex-combatente da Guerra Colonial), o Feminino (uma reflexão sobre a galeria de figuras femininas que atravessa o romance), entre outros. "Ou Quixote" é, portanto, o resultado desse forum exegético sobre o Quixote matricial, endereçando, por outro lado, ao espectador, convite para, também, dialogar com o texto cervantino.

"Ou Quixote" fez uma residência artística na Quinta do Vale de Barris, Palmela, espaço do Teatro O Bando; apresentou-se, de Maio a Outubro de 2013, na Quinta da Regaleira, em Sintra; e nos, dias 4 e 5 de Janeiro deste ano, regressou ao Bando, para um acolhimento.

A sua apresentação em Cabo Verde resulta do convite de João Branco, director do Centro Cultural Português - Instituto Camões - Pólo do Mindelo, que vem promovendo - no âmbito do projecto K Cena, do Teatro Viriato - um intercâmbio de encenadores e encenações em torno da obra maior de Cervantes. No dia 8 Julho, o encenador Márcio Meirelles (nome incontornável das artes cénicas brasileiras contemporâneas- www.marciomeirelles.com.br) estreou, com um grupo de jovens, o espectáculo “Em Defesa das Causas Perdidadas” cujo desafio foi transportar a narrativa de Cervantes para o séc. XXI, cruzando-a com as vivências especificas do elenco e sua implicação com os assuntos da polis. "Ou Quixote" decorrerá duas semanas depois, numa lógica dramaturgica congénere.

Os workshops/conferências procuram proporcionar à comunidade mindelense formação em áreas de especialização estruturantes das artes performativas, nomeadamente dirigidas ao incremento do "saber teatral".No workshop/conferência sobre "Escritas de Cena", Paulo Campos dos Reis, que assume a direcção artística e a dramaturgia de "Ou Quixote", falará sobre o processo de criação do espectáculo, nomeadamente, sobre a "apropriação" dramaturgica de textos clássicos. O workshop inclui, também, a realização de exercícios de escritas de cena a partir de textos e histórias clássicas. A formação em cenografia, ministrada por Manuel Pedro Ferreira Chaves e Paula Hespanha, a dupla de cenógrafos do espectáculo, fará uma abordagem sobre criações suas, com projecção de imagens, que motivará uma "brain-jam-storm-session", útil para os formandos no que concerne ao conhecimento da sua cidade e familiarização com os materiais (e suas possibilidades) disponíveis na ilha. Daí nascerá uma solução para a instalação/cenografia a executar no auditório do Centro Cultural Português do Mindelo (local de apresentação), cuja concretização envolverá os participantes.



Direcção e Dramaturgia: Paulo Campos dos Reis Assistência de Direcção: Mário Trigo Interpretação:Bruna Félix, Filipe Araújo, Lina Ramos, Mário Trigo, Patrícia Susana Cairrão, Regina Gaspar, Ricardo Soares Cenografia e montagem: Paula Hespanha, Manuel Pedro Ferreira Chaves Direcção de Montagem: Paula Hespanha Apoio artístico: Luca Aprea Figurinos: Nuno Barracas Costureira:Dina Lizardo Operação de luz e som: Fábio Ventura Ilustração: Alex Gozblau Artes Finais: Pedro Serpa Fotografia: Nuno Mota, Sérgio Salgueiro Vídeo: Ricardo Reis Web-design: Norma CarvalhoCoordenação de Projecto: Paulo Campos dos Reis, Ricardo Soares e Fábio Ventura Co-Produção:Musgo Produção Cultural, Animateatro e Câmara Municipal de Sintra.

Agradecimentos: Bruno Béu, bifurcação teatro, Câmara dos Ofícios, Carina Soares, Emanuel Ventura, Gonçalo Africano, Marco Graça, Marco Silvestre, Nuno Gomes, Olavo Silva, Paulo Gonçalves, Ricardo Santos, Rosário Barros.

Agradecimentos especiais: Éter Produção Cultural, Utopia Teatro, João Cruz Alves, Penélope Melo, Paulo Cunha, Centro Cultural Olga Cadaval e SintraQuorum

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